01 fevereiro 2010

Apego - O problema


Somos seres complexos, com pelo menos duas presenças mais marcantes no conjunto de nosso ser. A mais visível, o ser físico, é a mais jovem e menos sábia delas, carregando assim as características deste perfil.

A falta de conhecimento sobre si mesmo e suas infinitas potencialidades é o grande obstáculo que o ser humano enfrenta, em sua breve passagem pela dimensão física. Aliás, ele está aqui por isso.

A missão de cada ser que emerge num corpo físico é superar essas limitações e ter uma experiência humana feliz e realizadora, evoluindo assim todo o conjunto do ser maior que o habita.

Por desconhecer sua outra metade, mais antiga e mais sábia, o homem vive apegado as coisas desse mundo, sejam elas coisas ou pessoas, ou mesmo valores e conceitos terrenos. Daí deriva a relação de dependência que afeta o estado de espírito da maioria dos seres.

As atitudes e posturas não esperadas das pessoas e a própria impermanência destas e das coisas materiais acabam por minar o sentimento de bem-estar.

O equívoco gera comportamentos voltados para a satisfação dos desejos mais íntimos, contando com determinadas ocorrências e com a vontade de outras pessoas. Quando os acontecimentos e a postura daquelas não correspondem às expectativas, a pessoa tende a se frustrar, sentir-se impotente e infeliz.

A carência é o sintoma do apego às manifestações externas malogradas, como se o ser humano precisasse delas para viver, para sentir-se bem, para ser feliz. Esse erro de foco determina uma situação de dependência emocional, que contraria a essência do ser maior, do qual o ser físico faz parte.

A situação é ainda mais sofrida quando o apego envolve outro ser humano, quando ocorre uma separação entre pessoas que se amam, ou no caso de morte de ente querido. O sofrimento pela perda é produto cultural da má compreensão da plenitude da vida, que nunca se acaba e do equívoco com relação ao fato gerador da energia que comanda a vida, que reside dentro de cada um dos seres que habitam o Universo, e que não depende de um par romântico para se sustentar.

Esse é o problema! A solução vem no próximo texto, Apego - A Solução.
Até já!

TaVar

4 comentários:

Maria José disse...

Devemos com toda certeza aprofundarmos o auto-conhecimento, realizar uma reforma íntima e trabalharmos o desapego. Acredito que posssamo ser mais felizes assim. Obrigada por sua visita ao Arca e pelo elogio. Gostei muito do seu espaço e com certeza estarei aqui outras vezes, com mais calma. Grande abraço.

Taddeu Vargas disse...

Olá Maria José, é uma honra recebê-la aqui no meu blog. O auto-conhecimento é o caminho para o desapego. Caminho difícil, mas possível e realizador. Volte sempre! Beijo grande.

Rosa Maria disse...

É por essas e outras que eu sou tua fã :D Taddeu, é o cara!!! Montidibeijos!!

Taddeu Vargas disse...

Olá Rosa Maria! Muito obrigado pelo carinho das palavras e pela visita que me honra. Volte sempre....e elogie sempre...rsrs! Beijo grande.