03 fevereiro 2011

Teddy e o Planejamento 2


Ontem, quando caminhava à beira-mar, por entre flores e restos de oferendas devolvidas pelo mar - sobras da celebração do dia de Yemanja -, senti o sussurro característico do meu eu superior (Teddy), chamando atenção sobre um texto que devia ser complementado ou continuado, para ser mais fiel ao significado percebido. O Teddy propunha dar sequência, numa ou em mais crônicas, o assunto abordado em "Teddy e o Planejamento", pela importância dele no dia-a-dia de cada um de nós.

O ideal a ser alcançado por cada um de nós aqui na terra é a convivência efetiva e harmônica de nossas duas metades, de modo que nosso ser maior, o conjunto do "eu", consiga evoluir. Assim, o despertar para uma vida conjunta, de nossa metade física ( + mente humana) e o nosso ser espiritual é condição sine qua non para o crescimento espiritual, a realização como ser humano e a felicidade e evolução do conjunto do nosso ser.

Minha convivência com o Teddy inclui um pacto de atenção, até nas coisas mais simples, como a decisão da roupa que vou vestir pela manhã, passando pelas escolhas alimentares durante o dia, até as questões mais relevantes, como marcação de viagens, decisões da carreira, aquisição de bens e os que envolvem o relacionamento com as pessoas.

Esse pacto de atenção implica em uma postura sempre atenta a qualquer informação passada por minha inteligência superior, com relação ao assunto que estou lidando, ou que vou passar a examinar, que funciona como um radar, que afasta o eu humano dos perigos das nuvens mais carregadas, conduzindo-o para o céu aberto do trinômio liberdade, evolução e felicidade.

No início temos uma tendência a esquecer de ouvir nosso eu superior e agir por impulso ou baseado nas evidências materiais. Normalmente não alcançamos nossos objetivos maiores ao agir nestas condições, quando não criamos problemas de difícil solução ou agravamos ainda mais os que nos propúnhamos resolver.

Na próxima crônica vamos esmiuçar essa convivência dos dois senhores dentro de nós, buscando uma compreensão maior da dualidade e de como lidar com isso, para alcançar uma vida mais feliz, de muita paz interior e de evolução espiritual.

TaVar

3 comentários:

Eliane Alcântara. disse...

Tadeu, sua crônica de hoje levou-me
por caminhos calmos que - como sempre - provocaram boas reflexões
no sentido de como a convivência
com quem somos e com quem podemos ser
é de suma importância para o nosso
desenvolvimento e, dos que estão ao
nosso redor.
Em um mundo considerado perdido 'por alguns', faz-se necessária
a presença de mais seres como você.
Parabéns.

Denise disse...

Ah, que imagem mais sugestiva, Tadeu!

O nascedouro desse planejamento, de forma a clarear as tuas ideias e experiências, está sendo muito rico e elucidativo.
A convivência harmônica dessas metades inclui o desenvolvimento (e ampliação) da percepção da gente...
Tenho compreendido algumas coisas, e compartilhar talvez possa ajudar-nos. Se temos um pensamento, a origem deriva de uma dessas partes - se for um pensamento amoroso, é do ser espiritual, e tudo o mais, é da nossa parte egóica. Estarmos atentos, conforme vc salientou, é a maneira de receber as mensagens, identificando-as. Feito isso, decidimos como conduzir-nos a partir dessas premissas - tanto uma quanto outra metade, as tem.

A ação começa pela liberdade de decidir como queremos construir a evolução que nos fará mais felizes. Como isso separa as coisas, tornado-as claras, o exercício constante permitiria (permitirá?) menos enganos e mais critérios - ou, numa linguagem diferente, seria possível ouvir melhor os sussurros do Eu Superior, possibilitando escolhas mais assertivas e congruentes com a escalada espiritual a que nos propusermos.

Esmiuçar essa convivência bipartidária permitirá melhor avaliação de como estamos fazendo esse diálogo funcionar - ou não.

Me estendi pq o tema não me permite ser reducionista...rs
Um beijo!

* verinha * disse...

Belíssima crônica Taddeu!.. Uma leitura que com certeza valeu a pena!

Uma beijoca em seu coração..
*verinha*