26 fevereiro 2007

O Amor que eu vi


Um dia eu vi o amor, na minha frente. Na verdade eu senti,...e vi. O amor veio com ela e sentou na minha frente. Eu senti que ele estava ali porque de repente faltou espaço... pra ele. Em mim não cabia e o local era pequeno para que ele se acomodasse. Hoje penso que talvez eu não merecesse mesmo tanto amor. Se eu fosse maior ou pensasse maior...ou criasse em mim ou próximo a mim um local onde pudesse abrigar os dois, eu estaria agora transbordando de amor...e ao lado dela. De lá pra cá, vi paixão, senti carinho, pensei que estava amando, mas todos esses sentimentos lindos couberam no meu coração. Todavia, é só pensar naquela noite... , que falta espaço, falta ar, falta entendimento. A mente não consegue elaborar uma explicação razoável para aquele instante de amor agudo, explícito, embriagador...Sei que viverei muito sem ele, mas quanto mais viver, mais vou sonhar, e na irrealidade dos sonhos encontrarei o que a vida real me negou; e lá não falta espaço, não precisa de ar e o entendimento é puro sentimento... de amor!
taddeu vargas

Um comentário:

Nathalya Carvalho disse...

Amor!
Aquele sentimento que um dia Camões afirmou poeticamente como fogo que arde sem se ver, ferida que dói e não se sente...

Quanta felicidade meu querido!
Você teve o privilégio de vê-lo e mais, de senti-lo, mesmo que de tão grande intensidade e "tamanho" que não tivesse espaço no instante em que se passava...o instante passou mais ficou dele esse calor do fogo que na lembrança com certeza o mantém vivo em você, reflexo da sua amada!

Essa sua "visão" do amor deixou com certeza em todos aqueles que aqui te visitaram, de olhos brilhando na emoção de saber que é possível, apesar de tb ser...

"...dor que desatina, sem doer!"

Com carinho,

Nathalya